sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Uma das lembranças deste Final de Semana que passou na segunda quinzena de agosto e os 150 de retomada da cidade de Uruguaiana, durante a Guerra da Tríplice Aliança e os 150 anos do Poeta Olavo Bilac, patrono da Liga de Defesa Nacional. Além do Fogo Simbólico...


Exército Brasileiro: "Braço Forte - Mão Amiga"... 





Minhas lembranças deste Final de semana que passou na segunda quinzena de agosto: Em Uruguaiana, RS/Brasil cidade que faz Fronteira com a Argentina... Em que estava sendo relembrado tudo sobre os feitos dos 150 anos da Retomada da Cidade de Uruguaia... 
Bem no ano do Sesquicentenário da Retomada de Uruguaiana na Guerra da Tríplice Aliança, uma retomada da cidade das forças paraguaias há 150 anos... 
E o 1º Simpósio Universitário e o 5º Seminário da Liga da Defesa Nacional do RS discute Civismo e a Retomada da Cidade.  Que foi realizado na UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa... 
Dos dias 14, 15 e 16 de Agosto de 2015... 
Presentes ao evento, Presidente e o vice-presidente da Liga de Defesa Nacional do Rio Grande do Sul, E demais Autoridades Civis entre eles o Sr Prefeito da Cidade de Uruguaiana e Militares do Exército, Marinha (...Veteranos Fuzileiros Navais), Aeronáutica e da Polícia Militar da "Ativa e da Reserva" Também se fez Presente os Oficiais e Praças da Reserva Altiva da (Brigada Militar RS), onde foram registrados neste ano junto ao evento dois temas que serão destacados na Semana da Pátria: 150 de retomada da cidade de Uruguaiana, durante a Guerra da Tríplice Aliança e os 150 anos do poeta Olavo Bilac, patrono da Liga de Defesa Nacional.
Além do Fogo Simbólico...  
Licença Creative Commons
Este obra de Charles Netto (autor participante do evento) está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://umoficialcomespadapropria.blogspot.com.br/2015/08/uma-das-lembrancas-deste-final-de.html.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em http://umoficialcomespadapropria.blogspot.com.br/.
































































































quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Rachel fala sobre o financiamento de obras estrangeiras... Sobra dinheiro para benesses em outros Países que estavam endividados foram perdoados, mas para os GAÚCHOS "não"... Brasil doa milhões para Cuba, perdoa dívida milionária de países africanos e assim Rachel Sheherazade comenta


O vídeo é de janeiro deste ano e mostra a jornalista cristã Rachel Sheherazade dando sua opinião sobre o que o governo brasileiro tem feito ultimamente com o dinheiro público.
Foi liberado pelo governo brasileiro mais de 800 milhões de dólares para a construção de um porto cubano, enquanto que os portos brasileiros estão abandonados por este mesmo governo.
Outra situação aconteceu ano passado quando o Brasil perdoou mais de 700 milhões de dólares que 12 países africanos estavam devendo à nação brasileira.

Canto aos Avós - Autoria de Apparicio Silva Rillo (Momento Poético e Tradicionalista Gaúcho)...

Os avós eram de carne e osso.
Tomavam mate, comiam carne com farinha,
campereavam.
Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.

Os avós tinham braços e pernas e cabeça
(olhai os seus retratos nas molduras).
Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros,
fumavam grossos palheiros de bom fumo
e amavam seus cavalos que rompiam ventos
e bandeavam arroios como um barco ágil.

Usavam lenços sob a barba espessa
e o barbicacho lhes prendia ao queixo
sombreiros negros para a chuva e sóis.
Palas de seda para as soalheiras,
ponchos de lá quando a invernia vinha.

Tinham impérios de flechilha e trevo
e famílias de bois no seu império.
E eram marcas de fogo os seus brasões.

Charlavam de potreadas e mulheres,
de episódios de adaga contra adaga,
do tempo, das doenças, das mercâncias
de gado gordo para os saladeiros.

Tinham homens a seu mando, os avós.
No quartel rude dos galpões campeiros
- enseivados de mate e carne gorda -
os empíricos soldados madrugavam
na luz das labaredas de espinilho
que era sempre o primeiro sol de cada dia.

Honravam os avós a cor dos lenços:
- a seda branca dos republicanos,
o colorado dos federalistas.
E morriam por eles, se preciso,
- coronéis de milícias bombachudas
acordando tambores nos varzedos
no bate casco das cavalarias.

Nas largas camas de cambraias alvas
vestindo o corpo da mulher mocita,
juntavam carnes no silêncio escuro
pautado por suspiros que morriam
no contraponto musical dos grilos...

Os avós eram de carne e osso.
Tinham braços e pernas e cabeça,
artérias, nervos, coração e alma.

Humanos como nós, os velhos tauras,
mas de bronze e de ferro nos parecem
esses campeiros que fizeram história.
Estátuas vivas de perenidade
nos pedestais do tempo e da memória. 
LETRA:

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Banda da Brigada Militar Com coordenação do Tenente Zonir Pereira Menezes da "Instituição" Brigada Militar onde prestei meus serviços por mais de trinta anos e ela faz apresentação na Esquina Democrática na Capital dos Gaúchos em Porto Alegre, RS/BR. Observo ainda como Vem sendo alvo de inúmeros comentários e tem também sido noticiado nos meios sociais e de mídias das mais diversas e se confirmado ainda hoje que a Banda tem exercido seu papel de entretenimento e civismo junto a toda a Sociedade Gaúcha, trazendo cultura, integração e inclusão social através de seus acordes aos Gaúchos de todas as querências de sul a norte e de leste a oeste neste Rio Grande a fora...

 










NOTA OFICIAL DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CONJUNTA - Em Assembleia Geral, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM) deliberou as seguintes ações:

asofbm
Em Assembleia Geral, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM) deliberou as seguintes ações:
I - Ações próprias dos Oficiais da BM:
1) Comandar apenas ações rotineiras de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, suspendendo operações diversas e de inteligência.
2) Empregar o efetivo nas ações de polícia ostensiva ou de bombeiro militar apenas quando disponível o adequado equipamento de proteção individual (EPI), revisado ou dentro do prazo de validade, por razões de segurança individual.
3) Escalar os militares estaduais observando o parâmetro constitucional da jornada de trabalho, sem impor cumprimento de sobrejornada, exceto se houver horas-extras disponíveis, concedendo folga aos militares que cumpriram a carga horária limite.
4) Determinar que quaisquer deslocamentos para fora de suas sedes sejam realizados, exclusivamente, com o pagamento antecipado das diárias de viagem, uma vez que, com o não pagamento de seus salários, não há condições mínimas de manutenção da estadia e alimentação dos militares sem o pagamento prévio, conforme preconiza a lei.
5) Verificar a plena regularidade das Viaturas de qualquer tipo, para que não estejam com sua documentação ou com quaisquer dos equipamentos obrigatórios vencidos, ou inexistentes, como condição para emprego no serviço diário.
6) Sustar todas as ações de reparo, manutenção, abastecimento ou reposição de peças de viaturas junto às comunidades, devendo ser adotado o canal regular de solicitação de recursos financeiros ou de reparos, conforme determina a legislação.
7) Proceder ao desligamento e a apresentação de Oficiais e Praças movimentados por necessidade de serviço para fora de suas sedes, exclusivamente, após o pagamento antecipado da correspondente ajuda de custo regulamentar.
8) Recomendar que os Oficiais confeccionem as escalas de serviço empregando o número adequado de PMs conforme o tipo de atividade/operação, sempre buscando a segurança do servidor e atendendo ao princípio de supremacia da força.
9) Recomendar a desativação de Estações de bombeiros que disponham de apenas 03 (três) militares de serviço no turno, face à impossibilidade da prestação de resposta com essa quantidade de militares devido ao risco associado, devendo sua área ser coberta pela Estação mais próxima.
10) Vistoriar e examinar planos de prevenção de incêndios exclusivamente dentro dos horários regulares de expediente administrativo e priorizando a fiscalização sobre os prédios públicos, não havendo motivação para a realização de tais serviços em caráter extraordinário face à inexistência de servidores e de recursos para o pagamento de horas-extras em tais atividades.
11) Judicializar ação para desobrigar à acumulação não remunerada de outra função, pois os Oficiais, de regra, desempenham outras atribuições afora as de seu cargo e constituem a única categoria jurídica de Estado não remunerada por este excedente de trabalho e de responsabilidade.
12) Desencadear o plano de chamada dos Oficiais da Reserva Remunerada e Reformados, para formar um contingente de apoio às medidas adotadas.
13) Concitar aos Oficiais a preparar uma lista conjunta à portabilidade de suas contas-salário para outro banco, porquanto o Banrisul ficou inerte em medidas de suporte financeiro aos servidores.
14) Permanecer em Assembleia Geral Permanente.

II - Ações da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM) e  dos Delegados de Polícia (ASDEP):
1) Manter em funcionamento apenas as ações ordinárias de competência de cada órgão;
2) Não participar dos desfiles cívico-militares de 7 e 20 de setembro, em razão de contenção de gastos;
3) Deixar de divulgar informações de Polícia Judiciária e Polícia Preventiva, evitando-se mídia positiva ao Governo Estadual;
4) Compor uma comissão permanente de mobilização de Oficiais e Delegados, para o acompanhamento das medidas atuais e futuras relacionadas à situação vigente;
5) Resguardar a atuação dos Oficiais e Delegados que agirem dentro dos parâmetros estabelecidos nesta AGE.
Todas as medidas adotadas pelas Associações serão colocadas em prática até a integralização dos salários referentes ao mês de julho.
CORONEL MARCELO GOMES FROTA – Presidente da ASOFBM
NADINE ANFLOR – Vice-Presidente em exercício da ASDEP
Fonte...
http://www.asofbm.org.br/noticias_det.php?id=234

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Como podemos ainda hoje constatar que a História se repete tive que republicar esse fato, a fim de trazer para nossa reflexão bem assim: Do túnel do tempo: quinta-feira, 28 de janeiro de 2010. O desabafo de um comandante da Brigada: A violência no futebol não reflete mais do que a violência das ruas. O desabafo de um comandante da Brigada (11º BPM - na época)....

O tenente-coronel exige ação das autoridades para derrubar os índices de criminalidade Foto: Diego Vara
O tenente-coronel exige ação das autoridades para derrubar os índices de criminalidade
Foto: Diego Vara _ Também depois foi editado pelo Jornal ZH: Entrevista feita em 30/01/2010 - ZERO HORA e foi relembrado no site da ABAMF BM conforme link a seguir http://abamf.com.br/abamf/arquivos/19346
Do túnel do tempo: quinta-feira, 28 de janeiro de 2010.
O desabafo de um comandante da Brigada: A violência no futebol não reflete mais do que a violência das ruas. O desabafo de um comandante da Brigada (11º BPM - na época)
22 de janeiro de 2010.
A violência no futebol não reflete mais do que a violência das ruas.

E se existe ameaça que tira o sono de todos, é a possibilidade de ser ou ter um familiar ou amigo vítima da selvageria que predomina e cresce na nossa sociedade. Este blog reproduz, abaixo, uma entrevista concedida pelo Tenente-Coronel Sérgio Lemos Simões, Comandante do 11 BPM, localizado na Zona Norte de Porto Alegre, ao repórter Daniel Corrêa do jornal caxiense PIONEIRO. Mais do que uma entrevista, um desabafo que, entretanto, não omite propostas. Leia com vagar e atenção. Você ficará ainda mais aterrorizado com a realidade:

A SOCIEDADE ESTÁ EXPOSTA

Cansado de prender sempre os mesmo bandidos e indignados com a falta de envolvimento da Justiça, dos políticos e da Igreja com o problema da segurança pública, um dos oficiais mais importantes da Brigada Militar estuda uma medida drástica. O tenente-coronel Sérgio Lemos Simões, 48 anos e há três décadas atuando no combate à criminalidade, pretende impedir seus subordinados de participar de reuniões comunitárias sobre a violência, se não houver a presença de um deputado (estadual ou federal), um juiz e um representante da Igreja.

Comandante do 11º BPM, em Porto Alegre, o oficial mantém-se atento à evolução da criminalidade em todo o Estado. Prova disso é que o desabafo público mais contundente sobre o assalto com morte do estudante Diogo Cruz Pinheiro, 19 anos, na semana passada, em Caxias do Sul, partiu dele:

Para cada delinquente solto estamos condenando ao sofrimento, a dor e quem sabe até a morte milhares de pessoas inocentes, como aconteceu no caso do Diogo.

Nesta entrevista concedida ao Pioneiro, o comandante que responde pela populosa zona norte da Capital assegura que a Brigada Militar tem feito a sua parte. Porém, reconhece, isso não basta.

Pioneiro: O senhor quer impedir que subordinados seus participem de reuniões comunitárias sobre segurança sem que também estejam presentes um deputado federal ou estadual, um juiz e um representante da Igreja. Por quê?

Tenente-coronel Sérgio Lemos Simões: Invariavelmente vamos para ouvir queixas de coisas que não são de competência da Brigada. Desde problemas com iluminação pública, mendigos, flanelinhas, menores abandonados, moradores de rua, gente que mora debaixo de ponte. Sirvo de anteparo para coisas que não tenho como resolver. Nem eu nem meus oficiais. Penso em tomar uma medida como essa porque não vejo mais solução.

Pioneiro: Essa decisão será tomada quando?

Tenente-coronel Sérgio: Vou conversar com o comandante do policiamento da Capital antes de tomar qualquer medida.

Pioneiro: Qual a realidade da violência de Porto Alegre?

Tenente-coronel Sérgio: A realidade de Caxias não deve ser diferente. Em Porto Alegre, eu atuo do luxo ao lixo. Quando falo lixo, não é menosprezando, mas é porque aqui tenho lugares como a Vila Areia, onde as pessoas convivem no meio de lixo, catadores, crianças, cachorros. Parece um país de quinto mundo. Eu atuo do bairro Petrópolis, Bela Vista e Monte Serrat, onde está o luxo, e também pego as vilas periféricas. As reuniões com a Brigada são feitas nos dois lugares. E as queixas são as mesmas: delinqüentes soltos, um cara que rouba na parada de ônibus, que leva o carro, assalta o filho? Para você ter uma idéia, no Petrópolis, de classe média alta, tem um cidadão que foi preso nove vezes em um ano. Nas oito primeiras vezes, eu tenho certeza de que foi solto. Pergunto: tem polícia no mundo que agüenta uma coisa dessas?

Pioneiro: A Brigada Militar é cobrada como sendo a grande responsável pela insegurança. Qual a real responsabilidade da corporação?

Tenente-coronel Sérgio: A comunidade tem de nos cobrar. Eu emprego na rua todos os meios que tenho: horas extras, viaturas, armamentos e equipamentos de proteção individual. Agora, tem coisa que foge ao controle: em média, tenho 100 pessoas presas por mês na minha área de atuação. Dessas, entre 70% e 80% têm ficha criminal. Em um mês, dos 100 que foram presos, 60 estão na rua. E aí vêm as mais variadas desculpas: não tem vaga na cadeia, o crime não foi grave, pobrezinho isso, pobrezinho aquilo? Todo o agente público tem de ter uma atitude pró-sociedade. Entre o preso ficar amontoado, dormindo no chão, ou estar solto, colocando em risco a vida da minha família, dos meus amigos, ele deve ficar preso.

Pioneiro: A corrente jurídica chamada Garantismo tem muita força em Caxias. O que o senhor pensa dela?

Tenente-coronel Sérgio: O Garantismo nada mais é do que a garantia legal do criminoso de ter um julgamento justo, ao contraditório, a ter advogado de defesa. Mas o que temos no Rio Grande do Sul se chama impunidade, e não Garantismo. Que Garantismo é esse que expõe uma sociedade inteira ao bandido enquanto o criminoso deveria estar preso pelos delitos que cometeu? Que Garantismo é esse que não pune a reincidência contumaz, na qual o cara é preso quatro, cinco, 10 vezes? Ontem (quarta-feira) quando você telefonou, eu estava na (Rua) Protásio Alves com três delinqüentes presos por roubo de automóvel. Todos tinham passagens policiais. Dois tinham ficado preso um e três dias depois de serem detidos pela última vez. O terceiro ficou um pouco mais na cadeia, quatro meses.

Pioneiro: A legislação atual é adequada para tratar questões como maioridade penal, reincidência contumaz e direitos da criança e adolescente?

Tenente-coronel Sérgio: Não é adequada. Não podemos falar em maioridade ou menoridade penal com o número de menores de 18 anos que estão nas ruas cometendo crimes. Eles têm de ser tratados como delinqüentes e perigosos. O Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo, é um absurdo, tem de ser modificado. Por que nossos deputados não agilizam a modificação?

Pioneiro: Modificado em quais pontos?

Tenente-coronel Sérgio: Em primeiro lugar, baixar a maioridade penal. Depois, tirar o termo apreensão de menor e colocar prisão de menor. Ele deveria cumprir a pena de acordo com o crime. Hoje ele cumpre pena de, no máximo, três anos. A maioridade penal deveria ser aos 16 anos e, olha, pensando bem, quem sabe aos 15. É só sair nas ruas é ver quem está assaltando e matando.

Pioneiro: Em entrevista recente, o ex-presidente da Ajuris, Carlos Marchionatti, declarou que juízes decidem a pena com base no caso individual que lhes é apresentado, quer dizer, não julgam o passado do suspeito. O que o senhor pensa a respeito?

Tenente-coronel Sérgio: Não consigo entender como um juiz não leva em conta os antecedentes, o passado, os crimes que cometeu. Como é que não se vai olhar o que alguém fez de ruim? O que temos de esperar para manter alguém efetivamente preso? Que mate um inocente, como morreu o Diogo em Caxias? O Diogo tinha o mesmo nome e quase a idade do meu filho. Quando eu vi no jornal a fotografia do pai e da mãe do Diogo chorando, eu me coloquei no lugar deles. Isso aconteceu porque alguém achou que esse sem-vergonha e delinqüente (Rodrigo Hofman Góis, o Diguinho, 24 anos, um dos envolvidos) cometeu um crime de menor potencial ofensivo quando foi flagrado anteriormente com uma arma. Por que um deles estava com a arma na mão? Pra bonito?

Pioneiro: O que o senhor acha do cumprimento da pena por condenados?

Tenente-coronel Sérgio: Acho que esse 1/6 da pena (que alguns condenados cumprem para poder progredir, dependendo o crime que cometem) é absurdo. Tinha de começar pela metade. A partir desse cumprimento, poderia progredir para o semiaberto depois de atingir requisitos como bom comportamento e exame psicológico. Por que os deputados não modificam isso?

Pioneiro: Em Caxias, um dos jovens que matou Diogo (Diguinho) estava em liberdade, mesmo tendo sido condenado a uma pena de cinco anos de prisão por assalto, porque estava recorrendo da decisão judicial. Ele também não tinha sido julgado por outro roubo ocorrido em 2004. Fatores como esses aumentam a sensação de impunidade?

Tenente-coronel Sérgio: Um cara envolvido em um crime em 2004 ainda não foi a julgamento? Por favor! Aí eu vou mandar meus oficiais para reuniões comunitárias para ouvir o quê? Para tentar explicar o inexplicável? Não tem como. Nessas reuniões, o juiz é quem poderá dar uma aula para o povo sobre o que é o Garantismo, sobre porque soltou o cara. Ele poderá explicar melhor do que eu. Não sei o que dizer, não tenho mais o que falar. Já gastei o meu verbo. São 30 anos que uso coturno e cansei de ir em reuniões comunitárias e ficar explicando algo para a população que não tem mais como explicar.

Pioneiro: Em Caxias, a exemplo do que ocorre na Capital, assaltantes são presos pela manhã e soltos à tarde. Como impedir que isso ocorra?

Tenente-coronel Sérgio: A lei precisa ser modificada, deve-se punir reincidência contumaz. Onde estão nossos deputados federais? Por que eles não entram de cabeça para modificar o Código Penal? Sabe por quê? Porque eles estão se lixando para nós, essa é a verdade. Não estão preocupados. Tenho inúmeros casos de reincidência aqui. A reincidência, pelo Código Penal, só será computada após o crime transitar em julgado. A Justiça tem que ter celeridade, tem de ser ágil. Como vou explicar para um pai e uma mãe que todo dia se queixam que o filho é assaltado na parada de ônibus? Vou dizer que é sempre o mesmo cara e que se eu prender ele à tarde, de noite ele estará solto? Esses pais vão me entender? É o policial militar que eles enxergam na rua, ou você acha que enxergam o juiz, o deputado?

Pioneiro: O senhor também quer a presença da Igreja nessas reuniões comunitárias?

Tenente-coronel Sérgio: O padre poderá dizer por que é contra o uso da camisinha, contra os meios contraceptivos e por que aquelas pessoas miseráveis, que têm 10 filhos convivendo com cães e porcos não podem ter controle de natalidade. Como elas farão planejamento familiar? Isso é para quem entende, para quem tem discernimento. Esse é um problema social que eu não tenho como resolver. Quem é que me ajuda?

Pioneiro: O senhor, que comanda 300 PMs, tem percebido um desânimo da tropa em relação ao prende e solta?

Tenente-coronel Sérgio: Claro. Prendemos um sujeito nove vezes em um ano e em oito vezes ele foi solto. Isso é dinheiro da sociedade colocado fora, que poderia ser investido em saneamento básico, em compra de viaturas, em equipamentos de proteção. Dinheiro posto fora porque a sociedade não é séria. Essa é a grande verdade.

Pioneiro: O governo federal afirma que há milhões de reais disponíveis para a construção de presídios no Estado. Embora essa seja uma decisão da governadora Yeda Crusius (PSDB), na sua visão por que esses recursos não são aplicados?

Tenente-coronel Sérgio: Por isso que eu quero que deputados estaduais e federais estejam nas reuniões comunitárias. Aí eles terão de explicar, porque eu não tenho essa resposta.

Pioneiro: Com mais presídios, os efeitos da violência seriam minimizados?

Tenente-coronel Sérgio: Quanto mais presídios melhor. Não quero que os presos fiquem amontoados, mas que fiquem presos.

Pioneiro: O senhor é a favor da pena de morte?

Tenente-coronel Sérgio: Sou contra, porque ela é uma decisão irreversível. Em muitos casos, com o passar do tempo, com os métodos de investigação, ficou comprovado que pessoas acusadas de crimes não os cometeram. Mas sou a favor da prisão perpétua. Vamos falar sério: se há alguém analfabeto, sem qualificação alguma, que a única coisa que sabe fazer é roubar, cada vez que ele for solto vai sair pior. Vamos esperar ele matar um familiar teu? Por mais humanista, sociólogo, pedagogo que você seja, vai querer que ele fique solto com o risco de um familiar teu morrer? Esperamos que haja dor, sofrimento e morte para tomarmos uma decisão.

Pioneiro: O senhor disse recentemente que a sociedade tem aplaudido quando assaltantes são mortos. Isso não estimula a reação popular, colocando a vida das vítimas em risco?

Tenente-coronel Sérgio: Você não está acompanhando o que está acontecendo na praia (em Imbé, no Litoral Norte), com os casos de linchamento? Está respondido. O Brasil é o país da impunidade. É impossível que alguém que comete tantos crimes em curto espaço de tempo fique solto, causando dor e sofrimento.

Pioneiro: Mas e os riscos às vítimas? No caso do rapaz Diogo, em Caxias, ele voltou para tentar reaver o dinheiro roubado (R$ 500) e foi assassinado?

Tenente-coronel Sérgio: Digo todos os dias para os meus filhos (um rapaz de 16 anos e duas jovens, de 19 e 23 anos). Cuidado na rua, se forem assaltados, entreguem tudo. Bens materiais, a gente recupera, mas a vida não tem volta. Em hipótese alguma a vítima pode reagir.

Pioneiro: O que pode ser feito para prevenir a violência?

Tenente-coronel Sérgio: Estamos conflagrados. Já que não construímos escolas no momento adequado, temos de construir presídios. Porém, não podemos deixar de construir escolas. Se não tivermos investimentos em educação, estamos perdidos. Se eu tivesse poder, construiria presídios. Vamos dar paz às ruas. Ainda modificaria o Código Penal e reduziria a maioridade penal.

Pioneiro: O senhor está sozinho nessa luta contra a violência?

Tenente-coronel Sérgio: Acho que não, mas às vezes tenho a sensação de estar sozinho. O meu intuito é buscar uma solução. Antes de mais nada, eu sou um cidadão. Pago meus impostos, quero segurança. E se eu, que sou tenente-coronel da Brigada, estou sem segurança, o que vou dizer para a população?

**Recebido por e-mail entrevista concedida pelo Tenente-Coronel Sérgio Lemos Simões, Comandante do 11 BPM, localizado na Zona Norte de Porto Alegre, ao Jornal de Grande Circulação principalmente na Região da Serra do Rio Grande do Sul, Brasil, ao repórter Daniel Corrêa do Jornal Caxiense PIONEIRO. Sendo que foi pedida Autorização Pessoalmente ao Ilmo Sr Ten Cel Sergio Cmt do 11BPM, que Autorizou a publicação em Blogspost e sites que participo na Edição de Notícias...
O tenente-coronel exige ação das autoridades para derrubar os índices de criminalidade
Foto: Diego Vara _ Também depois foi editado pelo Jornal ZH: Entrevista feita em 30/01/2010 - ZERO HORA e foi relembrado no site da ABAMF BM conforme link a seguir http://abamf.com.br/abamf/arquivos/19346
 E tinha sido editado TBM em um de meus blogs com autorização do referido Oficial Superior como consta no link do Blog... (Articulista da Informação de Senso Comum)... 
http://articulistainformacaoensoco.blogspot.com.br/

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

AGORA DEPOIS DESSA NÃO PRECISA NEM DESENHAR, POIS... NOTA PÚBLICA: Sobre o Parcelamento dos Salários dos Servidores Públicos... Texto - Publicado em: 3-agosto-2015 ... A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) vem a público chamar a atenção da sociedade e se solidarizar aos servidores públicos do Rio Grande do Sul que não podem ser responsabilizados pela crise financeira do Estado.

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Imagem Reprodução do Site Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS). 
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS)  vem a público chamar a atenção da sociedade e se solidarizar aos servidores públicos do Rio Grande do Sul que não podem ser responsabilizados pela crise financeira do Estado. A decisão do Governo de parcelar os salários dos servidores ativos e inativos do Poder Executivo e Pensionistas põe em risco o funcionamento dos serviços públicos em geral e expõe de maneira desnecessária o funcionalismo.
A Associação reitera a gravidade da falta de diálogo do Governo com a sociedade, que foi alijada do debate e proposições de uma saída para a situação do Estado. Isso configura uma gestão de postura intransigente no relacionamento com os Poderes, instituições e sociedade.
A Associação externa a preocupação com a falta de transparência do Executivo em demonstrar a real situação financeira do Estado, o que impede a leitura real sobre os números do Tesouro, circunstância já constatada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Causa estranheza, ainda, que diante do anúncio do parcelamento dos salários dos servidores, o governador José Ivo Sartori delegasse a comunicação ao seu secretariado e se fizesse ausente do Estado.
A AJURIS reitera a sua postura histórica de defesa da sociedade, colocando-se à disposição para o debate e na busca por soluções para o Estado do Rio Grande do Sul. Espera-se também que o Executivo gaúcho proponha-se ao diálogo e apresente para a discussão seus planos e propostas de governo, sob pena de um maior isolamento do Governo e a ocorrência de prejuízos irreversíveis para a sociedade gaúcha.

Eugênio Couto Terra
Presidente da AJURIS 
Fonte conforme link a seguir.... 


"Charles Netto": Observação pessoal minha e e desde já meus mais sinceros agradecimentos por haver esse entendimento tão nobre enquanto alguns poucos parecem que não querem entender devido estarem com suas visões ofuscadas por sei lá o que!!!!!!!!!!!!

(Assim podemos observar que não estamos sozinhos e que temos alguém por nós e que sabem nos dar o devido valor pelos relevantes serviços ao Estado de Todos os Gaúchos)... 

Um exemplo a seguir (mesmo com parcelamento de seus salários), mas meus sentimentos para o Sargento e família... PM DE ALEGRETE SAIU DO VELÓRIO DO TIO, EM CACEQUI, PARA PRENDER UM ASSASSINO (O sargento alegretense da BM, William Fernandes jamais imaginava que quando saiu de Alegrete para ir ao velório do tio em Cacequi, no último dia 24 de julho, sairia correndo da capela velatória para prender um rapaz que disparou seis tiros em outro homem, há 50 metros do local. O policial diz que estava na frente da capela,por volta das 17h, quando ouviu o rapaz apontar a arma para outro em um bar de esquina. – Imediatamente saí correndo tão logo ouvi os disparos. Tudo foi muito rápido, e quando puxei a pistola dei voz de prisão ao autor ele saiu correndo,e eu no seu encalce”. Nesse meio tempo, o sargento se deparou com a vítima sangrando no chão. Colocou-o num carro que ia passando e o encaminhou ao hospital. William pegou um táxi e continuou a perseguição ao autor dos disparos e, logo o interceptou apontando a pistola a ele. O policial conseguiu render o rapaz e o imobilizou até chegar uma guarnição da Brigada Militar de Cacequi. E junto o encaminharam até à Delegacia).

Imagem Reprodução do seguinte Site conforme Link a seguir....
http://www.asstbm.com.br/asstbm/arquivos/28440